História

 

Nosso Carnaval é História

Principal manifestação cultural bonfinense, o Carnaval a Cavalo é festejado na cidade há 177 anos. Foi introduzido em Bonfim pelo Padre Chiquinho em 1840. Inicialmente religioso tencionava reproduzir a tradição portuguesa das cavalhadas, onde dois grupos de cavaleiros, um trajando vestimentas da cor azul, representando os cristãos. Outro, vestimentas de cor vermelha, representando os mouros, simulavam em praça pública as batalhas realizadas pela reconquista da Península Ibérica.
Durante algum tempo a comemoração dos cavaleiros deu-se dessa forma, e ainda hoje ocorre da maneira tradicional – nos meses de maio ou junho – em locais como Pirenópolis (GO). Porém, por uma desavença entre o Padre e os Organizadores da Cavalhada à época, a festa foi proibida pela Igreja Católica. Assim, os organizadores transferiram o evento para o início do ano, desvinculando-os da tradição Católica, e passaram a festejar a Cavalhada junto com o Carnaval a Cavalo.
A festa inicialmente religiosa, tornou-se então pagã, mas sem perder a sua essência. Os trajes continuaram semelhantes aos de nobres europeus, os desfiles a cavalo continuaram, porém, não mais simulavam uma batalha entre mouros e cristãos, mas sim, uma interação dos cavaleiros com o público, através da troca de confetes e serpentinas, durante os três dias do desfile.
A partir de 1980 foi permitida a participação de mulheres, e crianças.
Hoje o Carnaval a Cavalo é a festa mais conhecida da cidade de Bonfim. Sua fama cresceu com o passar dos anos, e é o único Carnaval a Cavalo do país.
Ao final do terceiro dia, os cavaleiros e amazonas desmontam de seus animais e se unem ao público na famosa Batalha de Confetes, numa grande confraternização ao som de marchinhas.
Após a Batalha de Confetes, os Cavaleiros e Amazonas, retornam à praça, montados em seus cavalos, já sem as máscaras, com lenços brancos em mãos, se despedindo do público de maneira emocionada e prometendo voltar no ano seguinte para mais um belíssimo Carnaval a Cavalo.